Pular para o conteúdo principal

Relacionamento X Trabalho

Eu, depois de algumas experiências percebi que há uma grande similaridade entre um relacionamento e o trabalho. Mesmo por que um trabalho não deixa de ser um relacionamento (com seus colegas de trabalho, com seu chefe, etc.).
Enfim, eu digo no relacionamento com a Empresa em si.
No momento do primeiro encontro, você fica deslumbrado com o futuro lugar que vai trabalhar, com seu futuro cargo, tudo é lindo, resumindo, você está apaixonado pela empresa.
Sai falando que esta em um emprego novo, para os amigos, para os pais, quer apresentar para todo o mundo.
Aí como em um relacionamento, você se entrega, você dá tudo de si, você faz isso e ainda gosta demais!
Porém como todo relacionamento, as coisas vão esfriando e você vai perdendo o tesão, vai vendo que a coisa não muda muito, e fica pensando se vai adiantar alguma coisa para seu continuar nesse emprego.
Mas algumas palavras alcançam seus ouvidos, seja uma matéria na tv, revista, jornal, um amigo, um familiar, eles dizem que o trabalho não dá certo se não nos esforçarmos.
Etão você pára e pensa:"ou dar mais ainda de mim! Pode ser que eu não esteja fazendo direito!", então você se arrebenta e cai de cabeça mais fundo.
Só que "quando um não quer, dois não fazem", a empresa acha que vocÊ não está mais no perfil dela, que são necessárias mudanças.
É nesse ponto que voce^, trabalhador otário, toma-lhe um pé na bunda do seu trabalho, vai pra casa e todos aqueles seus sonhos se desfazem, tudo que você conseguia vislumbrar "ali na frente" some.
Seu mundo desaba, fica sem chão, por que, por mais que você não tivesse certeza, você estava tentando.
E agente nunca espera um empurrão desses na beira do desfiladeiro.
Aí, agente tem que continuar, seguir em frente: "po, eu nao vou mais fazer isso, vou trabalhar em outra coisa, tentar de outro jeito", às vezes dá certo, às vezes você vai na mesma armadilha.
Mas a verdade é que sempre começa e acaba ou o empregado não está mais satisfeito e sai ou a empresa manda ele embora. Uma hora isso acontece. São raros hoje em dia os casamentos que duram "para sempre".
É bem parecido o namoro/noivado/casamento com o relacionamento com uma empresa não é?

Comentários

Dane disse…
"Para sempre..."

Tudo que eu quero hoje, é que você saiba o quanto eu te admiro, o quanto você é, foi e sempre será importante pra mim. Parceiro, amigo, companheiro. Não sei como vai ser daqui pra frente, não consigo nem imaginar. Espero que fiquemos bem. Amo você!

Postagens mais visitadas deste blog

Entre Estruturas e Escolhas

A estrutura em que vivemos é baseada no poder — simbólico, econômico, sexual, espiritual — que sempre foi concentrado, por séculos, nas mãos dos homens. E essa estrutura, chamada patriarcado , não se mantém apenas por força bruta. Ela se sustenta por uma engrenagem delicada: a naturalização da desigualdade , a romantização do sofrimento, e a repetição quase inconsciente de papéis impostos. A questão aqui não é sobre vilões e vítimas, bons ou maus. O que está em jogo é perceber como todos nós fomos ensinados a existir dentro de um sistema desigual , onde a masculinidade foi moldada como sinônimo de dominação, e a feminilidade, muitas vezes, como sinônimo de sacrifício. Mas o mundo está mudando. As vozes femininas vêm se levantando com força. Há uma ruptura em curso. E como toda revolução, essa também traz reações. O surgimento de grupos como os redpills ou incels é reflexo direto desse abalo na estrutura. Homens que perderam seus antigos privilégios — ou que nunca conseguiram ocupá-lo...

Entre o Eu e o Mundo: Felicidade, Responsabilidade e Acolhimento

Você se deparou com algum dos discursos que exaltam a autonomia individual como se ela fosse uma solução para todas as dores humanas? Frases como “a felicidade só depende de você” ou “ninguém pode te ferir se você não permitir” proliferam em livros de autoajuda, palestras motivacionais e até mesmo em terapias superficiais. No entanto, essa visão, quando tomada como verdade absoluta, corre o risco de transformar-se em uma forma de alienação e narcisismo. Ela nos leva a ignorar que a vida não é uma experiência isolada, mas um tecido coletivo, marcado por relações e estruturas sociais que nos moldam e nos atravessam. Se cada pessoa passasse a viver apenas “no seu próprio mundo interno”, o que aconteceria com as dores compartilhadas, como o feminicídio, o racismo, o abuso infantil, a pobreza? Essas não são dores individuais, mas feridas coletivas. Quando falamos de violências estruturais, o silêncio e a indiferença são cumplicidade. Ignorar um morador de rua ou tratá-lo como invisível...

A Redenção como Ciclo Consciente

Dia desses ouvi um padre exorcista dizendo que suas experiências lidando com essas situações, levaram-no a compreender que a pessoa que estaria possuída, teria de alguma forma realizado a comunhão sem antes ter se confessado. Essa declaração me fez entrar em uma reflexão mais profunda sobre o que de fato acontece em uma confissão.  Na minha percepção, no caso da religiosidade usar isso com ferramenta, existe uma intencionalidade de controle através do medo e da culpa. Mas refletindo mais profundamente nessa questão, outras culturas também valorizavam de alguma forma, o ato desse reconhecimento do erro como um caminho o que me levou a pensar quais dispositivos psicológicos, sociais, espirituais entram em ação quando de fato assumimos nosso erro? Fui criado em uma cultura que, com frequência, encara o erro como um desvio a ser punido, esquecido ou escondido. Desde a escola, aprendi que errar é fracassar, mas percebi, já adulto, enquanto professor de capoeira, que talvez o erro seja, ...